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19/02/2018 Fisioterapia0

Vamos refletir…

Você compra um automóvel super equipado, com excelente motor, mas não dá a manutenção correta…

Acaba de fazer um clareamento odontológico, mas continua ingerindo alimentos  de coloração forte e se esquece de escovar os dentes logo em seguida…

Tem um lindo cabelo, mas deixa a hidratação e cuidados diários para depois…

Faz uma lipoaspiração, está com a cintura finíssima, mas não reeduca sua alimentação…

Fez um tratamento facial para manchas e linhas de expressão, mas não usa o protetor solar adequadamente…

Não precisa ser mecânico, dentista, cabeleireiro, cirurgião plástico, dermatologista para saber que todo esforço mencionado acima irá por água abaixo pelo simples fato de você não dar prosseguimento nos cuidados diários.

Tão importante quanto a prevenção é a reeducação e readaptação do modo de vida pós tratamento fisioterapêutico. Muitas vezes, o paciente tem um excelente resultado durante as sessões de fisioterapia, RPG, osteopatia, mas simplesmente abandona a atividade física pós alta. Infelizmente, as pessoas ainda não têm consciência que músculos, articulações e ossos precisam de cuidados diários para se manter fortes e saudáveis, bem como nosso cabelo, unhas, pele, dentes.

No geral, um bom profissional de fisioterapia vai orientar o seu paciente quanto às modificações necessárias no dia a dia para melhorar a qualidade de vida. Adaptações posturais, ergonômicas, calçados, bolsas, colchão precisam ser avaliadas e colocadas em prática. Não adianta deixar as orientações entrarem por um ouvido e saírem por outro.

O fisioterapeuta também pode e deve orientar seu paciente quanto a atividade física ideal. Particularmente, costumo tentar unir uma atividade física condizente com as necessidades e condições do meu paciente e que também seja prazerosa para ele. Não adianta sugerir um esporte que a pessoa não goste, pois rapidamente ela vai abandonar a atividade. No entanto, o paciente também deve dar-se a oportunidade de tentar gostar de alguma atividade física. Digo isto devido ao que ouço corriqueiramente “não gosto de nenhum exercício”. Tente tirar este estigma, esta condição já formada e cercada de preconceitos. Muitos esportes que a primeira vista parecem ser muito difíceis e impossível de praticar por uma determinada pessoa nos surpreendem. Existem inúmeras possibilidades, que se adaptam a cada pessoa de acordo com seu perfil. Se dê a oportunidade de conhecer e quem sabe se apaixonar.

Em nossas discussões em equipe, todos os profissionais ressaltam esta dificuldade. A nutricionista passa a dieta, mas o paciente não segue. A psicóloga  solicita mais participação, mas o paciente se fecha, a fisioterapeuta orienta solicita que retire os tapetes da casa, mas eles permanecem lá. Poderia citar aqui vários exemplos, mas o que nós da ComTato gostaríamos de ressaltar é que muitas vezes o controle está em nossas mãos, mas simplesmente ignoramos. Vamos mudar esta história e tornar o rumo da nossa saúde muito mais fácil, prático e condizente.

Núbia Oliveira-Fisioterapeuta parceira da ComTato

Crefito 4 135159-F


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09/02/2018 Fisioterapia0

Olá pessoal!

Hoje vamos falar um pouco sobre o uso do oxigênio domiciliar.

Algumas pessoas, decorrente a doenças pulmonares necessitam da utilização de oxigênio domiciliar. Doenças como enfisema pulmonar, fibrose, graves deformidades torácica, entre outros, podem apresentar um quadro denominado hipoxemia, que é a baixa oxigenação no corpo.

O oxigênio é uma necessidade de todos os seres humanos, a sua deficiência impede que o corpo funcione adequadamente, causando problemas gerais na saúde como falta de ar, baixa resistência a atividades diárias e atividades físicas, dificuldade no raciocínio, até mesmo lesões neurológicas.

Para impedir os problemas causados pela falta de oxigênio indica-se o uso de oxigênio complementar. Este deve ser prescrito pelo médico, após uma avaliação clínica dos sintomas apresentados e laboratorial. O exame laboratorial indicado é a gasometria arterial, esta deve apresentar o PaO2 (pressão parcial de oxigênio) de 80 a 100mmHg, porém nesses pacientes a PaO2 apresentam menor ou igual a 55mmHg.

Outra forma importante de acompanhar a oxigenação é através de um dispositivo portátil e de fácil acesso, inclusive ao paciente que é o oxímetro de pulso, que você coloca em qualquer dedo e faz a leitura da capacidade de oxigênio transportado no sangue.

Figura 1. Exemplo de oximetro de pulso

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A saturação normal é de 89% a 100%, valores abaixo indicam necessidade do uso de oxigênio. Outro dado oferecido pelo oximetro é a frequência cardíaca (FC). Esse dado é importante pelo quadro geral do paciente e a normalidade dele é de no mínimo 60bpm (batimentos por minuto) até 110 bpm.

Assim o médico define se uso será continuo, por necessidade ou apenas durante a noite.

O oxigênio complementar pode ser ofertado por bala de oxigênio ou concentrador. A bala tem um limite e deve ser trocada com a empresa que se aluga constantemente e o concentrador é um aparelho que necessita de energia elétrica para ofertar este oxigênio.

A quantidade varia de acordo com o quadro do paciente, podendo ser de 1l/min até 15/lmin, depende da saturação ou da PaO2.

Figura 2. Exemplo de bala de oxigênio

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Figura 3. Exemplo de concentrador de oxigênio

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Paciente com necessidade de aumento frequente da oferta de oxigênio ou que necessitam de fluxo maior que 5l/min deve comunicar ao seu médico com frequência, pois o uso excessivo pode fazer mal invés de ajudar o paciente.

Dica importante: se o oximetro não estiver captando a quantidade de oxigênio circulante no corpo, confira se o paciente está com os dedos frios, úmidos e unhas com esmaltes escuros. Então aqueça os dedos e tire os esmaltes, se mesmo assim não conseguir, tente nos dedos dos pés ou nos lóbulos das orelhas. Se ainda não conseguir, consulte o médico.

Anelise Dias de Paula, fisioterapeuta integrante da ComTato, Especializada em Fisioterapia Cardiorrespiratória.

 


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05/02/2018 Fisioterapia0

O paciente que foi acometido pela Paralisia Facial Periférica (PFP) deve ser acompanhado por uma equipe interdisciplinar que abrange médico, fisioterapeuta e fonodiólogo. Em muitos casos, há a necessidade do acompanhamento psicológico. Como é uma disfunção que acomete a face, grande parte destas pessoas sentem-se envergonhadas e com baixa autoestima.

Após o paciente perceber a paralisia, ele deve procurar assistência das áreas médicas de otorrinolaringologia ou neurologia e oftalmologia para ser avaliado e prescrevem a medicação necessária. Comumente é prescrito corticóides, antivirais (ainda discutível o uso), além dos cuidados oculares que são uma das prioridades do tratamento, pois a manutenção do olho aberto pode levar a lesões graves na córnea. Assim, prescreve-se um colírio lubrificante tópico durante o dia e ao dormir, enquanto não houver capacidade de oclusão total da pálpebra, devem-se orientar pomada lubrificante ocular e curativo oclusivo.

Em seguida deve-se iniciar o tratamento fisioterapêutico e fonodiaulogia o mais rápido possível. O fonodiólogo atua no reestabelecimento da fala e da expressão facial.

Geralmente, os pacientes com PFP chegam aos consultórios cheios de dúvidas, inseguros e com medo de se manterem com a face paralisada. As perguntas mais frequentes são:

Por que aconteceu a paralisia?

A PFP acomete todas as idades, cerca de 50% desta população a causa é desconhecida e em segundo lugar é causada por traumas como consequência de fratura dos ossos da face. Outros fatores como viroses, hipertensão arterial, diabetes mellitus, gravidez e puerpério são apontadas como condições associadas.

A PFP se caracteriza pela interrupção parcial ou total, temporária ou não do nervo facial em qualquer ponto do seu trajeto. Esta lesão leva a paralisia completa ou parcial da mímica facial e pode estar associada a distúrbios da gustação, salivação e lacrimejamento, hiperacusia, hipoestesia no canal auditivo externo e alteração da sensibilidade.

Há possibilidade de recuperação total da face? Em quanto tempo?

O grau de recuperação da função do nervo facial depende do tipo de lesão, da causa, nutrição do nervo, comprometimento neuromuscular e se o tratamento instituído foi adequado. O tempo pode varia de semanas há 2 anos. Existem estudos que dizem que há recuperação da função até 4 anos após o acometimento.

O exame mais indicado para definir o grau de lesão do nervo é a eletroneuromiografia, porém no caso de paralisia periférica de causa desconhecida ainda é controverso. Geralmente, se solicita quando o resultado do tratamento fisioterapêutico se encontra muito lento ou não está obtendo resposta. Este exame tem como vantagem ser um teste objetivo das respostas obtidas eletricamente no nervo, comparado ao lado não afetado.

Como a fisioterapia pode ajudar?

O tratamento fisioterapêutico é indispensável, deve ser adequado a cada paciente e apresenta ótimos resultados, pois atua através da neuroplasticidade. Os principais objetivos são reestabelecer o trofismo, a força e a função muscular por meio de técnicas específicas como massagem orofacial, cinesioterpia, mímicas faciais, dessesnsibilização, crioterapia e termoterapia. Ainda na literatura é muito discutível o uso da eletroterapia, já que não há estudos que confirmem seus benefícios.

Se não houver melhora com a fisioterapia o que devo fazer?

Se o paciente não obtiver resposta com o tratamento fisioterapêutico, a primeira indicação será a realização do exame de eletroneuromiografia para definir o grau da lesão do nervo e posteriormente, se necessário, ressonância magnética para descartar outras possíveis causas da PFP. E aí sim recomendar a cirurgia.

Sou Meg Martins, Fisioterapeuta integrante da ComTato. Ligue e agende sua avaliação!


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02/02/2018 Fisioterapia0

Como Levantar-se da cama ou do chão: Ao acordar, você estará deixando uma situação de absoluto repouso, assim é necessário levantar-se calmamente, sem provocar movimentos bruscos com a coluna. Primeiramente, vire-se de lado, dobre as pernas e impulsione o corpo com os braços e ao mesmo tempo coloque as pernas para fora da cama.

Como escovar os dentes: Evite ficar com a coluna dobrada à frente, procurando escovar os dentes, maquiar-se ou fazer a barba em posição ereta, olhando no espelho ou dobrando um pouco seu joelho em vez de sua coluna ou se preferir sente-se num banquinho.

Para calçar os sapatos: Procure não se equilibrar numa perna só para colocar as meias, sapatos e calças. A melhor posição para sua coluna é a sentada, assim você evita as torções do tronco.

Para estudar ou trabalhar assentada: A coluna deverá estar confortavelmente apoiada , os pés no chão ou sobre uma rampinha e o livro ou computador na altura dos olhos. A cadeira precisa ter espaço para encaixe da coluna lombar e glúteos e o ideal é que tanto a cadeira quanto a mesa tenha regulagem de altura e profundidade.

Para fazer as refeições: A coluna deverá estar totalmente apoiada, inclusive a lombar (se necessário coloque um rolinha nesta região). As coxas deverão estar totalmente apoiadas no assento, com os pés no chão à frente dos joelhos. Evite cruzar as pernas.

Para caminhar: Caminhar com postura inadequada resulta em dores nas costas. Nada de ombros encolhidos e cabeça baixa. Na caminhada olhe em direção ao horizonte, com as costas sempre retas e o abdômen encolhido. Use sempre um sapato confortável adequado ao tipo de terreno que irá caminhar e com dois ou três centímetros de altura, mais largo no calcanhar. Se for praticar um esporte use um tênis adequado para a modalidade

Pegar peso do chão: Dobre os joelhos, como se fosse ficar de cócoras ou coloque uma perna a frente e agache mantendo as costas retas. Apanhe o objeto e coloque-o perto do seu corpo o mais possível e levante-se progressivamente fazendo força com as pernas. Se for muito pesado, divida o peso, ou peça ajuda a alguém.

Para dormir: o ideal é que seja de lado. Evite dormir com a barriga para baixo, pois esta posição provoca uma torção no pescoço. A altura do travesseiro deve preencher o espaço entre a orelha e o ombro. As pernas devem ficar dobradas a frente do tronco com um travesseiro entre os dois joelhos para não machucar. O colchão não pode ser muito macio, pois não dá sustentação ao corpo, nem muito duro, pois incomoda os ombros e quadris.

Carregar mochilas ou sacolas: Use as duas alças da mochila e a mesma deve estar ajustada nas costas(não pode ser muito baixa nem muito alta). Se estiver muito pesada, carregue alguns livros próximo ao peito com os braços. As sacolas devem ser divididas nos dois braços.

A ComTato conta serviços de fisioterapia, Reeducação Postural, Pilates e osteopatia para te auxiliar na manutenção da postura. Dê uma passeada pelo nosso site e conheça melhor sobre cada área.

Núbia Oliveira, Fisioterapeuta parceira da ComTato


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26/01/2018 Fisioterapia0

Olá pessoal!

Vamos falar sobre a traqueostomia. Muitas pessoas já ouviram falar ou já conviveram com pessoas que fizeram traqueostomia, mas acabam desconhecendo sua indicação.

A traqueostomia é uma entrada através do pescoço para liberar a via aérea para que a pessoa consiga respirar. É realizada por procedimento cirúrgico, através de um corte no pescoço, permitindo acesso a traqueia.

Pode ser realizada tanto na urgência, quando o paciente necessita de intervenção cirúrgica rápida, devido ao quadro de insuficiência respiratória, como na asfixia, ou de forma eletiva em pacientes intubados, com falha a tentativa de retirada do tubo.

O uso do tubo pode ser temporário ou permanente. Por exemplo, quando o paciente está entubado e tenta-se retirar o tubo para que ele respire sozinho e o mesmo não consegue, indica-se a traqueostomia. Mas se este mesmo passa a evoluir bem, indica-se a decanulação (retirada da traqueostomia), neste caso o uso do tubo foi temporário. Já o uso permanente é indicado quando o paciente tem lesões de traqueia, são terminais, apresentam lesões neurológicas graves, entre outros.

As traqueostomias são dividias em metálicas e plásticas. No mercado pode-se encontrar diversos tipos, o que vai depender é a indicação médica para cada paciente e quadro. As citadas abaixo são as mais utilizadas pelos hospitais em Belo Horizonte.

  • As plásticas possuem um balão externo (balonete) correspondente a um interno. Esse balonete é importante para bloquear a traqueia e prevenir que salivas, por exemplo, desçam para o pulmão e também quando se utiliza ventilação mecânica não apresente vazamento. As plásticas se dividem em com ou sem subcânula, pois essa possibilidade de retirar a subcânula é importante para higiene da traqueostomia. Estas também podem ser plásticas longas, sendo optadas pelos cirurgiões torácicos quando o paciente necessita de ventilação mecânica e apresenta lesão na traqueia.
  • A metálica é utilizada em pacientes que não necessitam de ventilação mecânica, possivelmente de alta hospitalar ou que apresentam lesões de traqueia e necessitam de manter a via aérea aberta até a recuperação da lesão. Esse tipo de traqueostomia não apresenta balonete, porém apresenta a subcânula.

Figura 1. Traqueostomia plástica

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Figura 2. Traqueostomia plástica longa

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Figura 3. Traqueostomia com subcânula

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Figura 4. Traqueostomia metálica

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O paciente com traqueostomia pode falar? Geralmente os pacientes traqueostomizados não emitem voz pela localidade da traqueostomia. Mas apresentam possibilidades de traqueostomias e válvulas que permitem a emissão de som. Isto vai depender do quadro do paciente e da avaliação da fonoaudióloga.

Figura 5. Traqueostomia frenestrada

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Figura 6. Válvula de fala

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Quais cuidados devo ter em casa com a traqueostomia?

O indicado que antes da alta hospitalar os familiares ou cuidadores sejam treinados para os cuidados diários com a traqueostomia. Estes cuidados devem incluir:

  • Higiene brônquica sempre que necessário, ou seja, os pacientes devem ser aspirados;
  • Troca constante das gazes que protegem a pele contra a cânula;
  • Troca diária da fixação da traqueostomia;
  • Limpeza constante da subcânula, evitando a obstrução por secreção;
  • Cuidado com ambiente, evitando a presença de animais próximos ao paciente;
  • Sempre higienizar as mãos antes e ap’ss o cuidado com a traqueostomia;
  • Evitar que o balonete (quando estiver presente) fique preso nas axilas ou enrolado na fixação, para evitar rompimento.

Quando o paciente for para casa, quais os materiais que necessito?

Para o paciente com alta deve se encontrar a bomba de aspiração (aspirador portátil), material de aspiração (sonda de aspiração com válvula, pacote de gaze, soro fisiológico, luva plástica estéril) e fixação.

Caso o paciente tenha alta em uso de traqueostomia e ventilação mecânica será necessário acrescentar o ventilador e o oxigênio.

Quais profissionais devem dar continuidade ao acompanhamento domiciliar?

Os profissionais inicialmente são os médicos, fisioterapeutas respiratórios e fonoaudiólogos. Mas dependera do quadro geral do paciente, podendo incluir enfermeiros, técnicos de enfermagem, nutricionistas, psicólogos, dentistas e terapeuta ocupacional.

Sou Anelise Dias de Paula, Fisioterapeuta integrante da ComTato, Especializada em Fisioterapia Cardiorrespiratória. Ainda contamos com as Nutricionista Daniele Magalhães e a Psicóloga Jussara Capanema Bahia, para nos auxiliar sempre que necessário. Ligue e agende sua avaliação.



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