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05/03/2018 Fisioterapia0

Está aí um assunto polêmico…

Durante o tratamento fisioterapêutico os pais sempre perguntam se devem ou não levar os seus filhos para dormir com eles.

Há muitos questionamentos entre pediatras e psicólogos sobre este tema e apresenta muitas divergências entre os especialistas.

Para parte deles o recém-nascido deve dormir em seu quarto desde o dia em vai para casa, pois dormir sozinho é um hábito que dever ser ensinado como comer, tomar banho, etc. Para outros o recém-nascido pode dormir com os pais até o 1 mês de vida se for no moisés ou no carrinho, pois diminui a ansiedade da mãe e facilita o aleitamento. Após o primeiro mês de vida deve ir para o seu quarto, pois compartilhar a cama aumenta o risco de sufocamento do bebê.

A Associação Americana de Pediatria condena a prática de cama compartilhada, devido à incidência de sufocamento. Tanto que em 2011 o prefeito de Milwaukee, nos EUA promoveu uma grande campanha contra a prática de dormir com os filhos.

No entanto, há especialistas que sugerem que o bebê durma com os pais até os 4 meses de idade, pois é uma fase que o sistema imunológico está baixo, então faz bem dormir com a mãe, já que esta proximidade aumenta seu sistema imunitário. Além disso, quanto mais o bebê for cuidado nos quatro primeiros meses, mais saudável será o seu desenvolvimento posterior e quanto mais cumplicidade com a mãe mais autônomo a criança se torna.

Já outros especialistas, acreditam que deixar as crianças dormirem com os pais por tempo indeterminado as deixam mais tranquilas, seguras e estáveis emocionalmente.

Segundo a psicóloga da ComTato, Jussara Capanema Bahia, “a psicologia sistêmica é feita sob medida, ou seja, não temos uma única receita, um único remédio para todas as queixas das pessoas. Antes de qualquer aconselhamento, o terapeuta escuta, cuidadosamente cada história individual, familiar e de casal para depois fazer as intervenções adequadas. Quando precisamos aconselhar um casal que inicia uma família é importante observar a história pregressa desta família. Como planejaram o bebê, como foi o nascimento, em qual fase o casal se encontra para depois fazermos o aconselhamento. Se a criança apresenta uma saúde debilitada, (ex. criança com refluxo gastresofágico) toda e qualquer intervenção deve ser feita em conjunto com o pediatra responsável.

Ainda segundo a Jussara, o quarto do casal é visto como um lugar privilegiado, lugar de intimidade, de trocas, o qual deve ser preservado. Um casal aliado e forte passa pelas dificuldades com sabedoria. A família sente que os pais são fortes e que a família estará amparada nas dificuldades que poderão surgir. As crianças precisam ter também seu lugar respeitado e definido. Seria o início do aprendizado e do respeito à hierarquia.”

Portanto, diante de tantas divergências, acredito que o tempo de levar o seu bebê para o quarto vai depender se você, seu marido e filho estão se sentindo seguros, se a rotina será mantida e principalmente, sinta o momento, seja flexível! Isto não impede que nos dias que ele precisar de colo você não possa permitir o aconchego da cama do casal, dede que seja de forma segura.

Sou Meg Martins, Fisioterapeuta integrante da ComTato. Contamos também com a Psicóloga Jussara Capanema, que pode nos auxiliar sempre que necessário.



26/02/2018 Fisioterapia0

Olá pessoal!

Hoje com o aumento da obesidade, do tabagismo e piora da qualidade do sono, muitos pacientes relatam a piora da respiração, cansaço e dificuldade para atividades físicas e atividades diárias. Ao procurar atendimento médico, muitos desses pacientes saem com indicação de uso de aparelhos para a respiração, podendo ser de uso apenas noturno ou continuo.

No entanto, a procura no mercado do aparelho pode deixar os pacientes confusos, pois nomes, indicações e modelos são variados. O importante é sempre seguir a indicação da marca e modelo prescrito pelo médico.

Para facilitar a sua compressão abaixo encontra-se uma tabela com as diferenças e semelhanças do CPAP e BIPAP.

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cpapxbipap

Ainda dúvidas? Consulte o seu médico ou um fisioterapeuta especializado.

Anelise Dias de Paula, fisioterapeuta integrante da ComTato, Especializada em Fisioterapia Cardiorrespiratória. Ligue e agende seu horário.


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23/02/2018 Fisioterapia0

Olá pessoal!

Hoje vamos falar sobre a estenose vaginal!

Comumente as mulheres chegam no consultório com as seguintes queixas: sinto dor durante a penetração e no exame ginecológico, a pele da minha vagina está muito fina e sangra facilmente e sinto que ela ficou menor depois que eu fiz a radioterapia.

A incidência de estenose vaginal após a radioterapia no tratamento do câncer ginecológico varia de 1,2 a 88%. Esta variação ocorre devido a imprecisão dos métodos descritos. Se a aplicação de radioterapia for do tipo braquiterapia a incidência aumenta ainda mais. O tempo de aparecimento da estenose geralmente se dá no primeiro ano de tratamento.

A estenose vaginal caracteriza-se pelo encurtamento do tamanho da vagina com valor inferior a 8cm de comprometimento, devido acometimento da mucosa vaginal, dos tecidos conectivos e dos pequenos vasos sanguíneos. A atrofia tardia ao tratamento com radioterapia ginecológica leva a diminuição da espessura da mucosa vaginal, ausência de lubrificação, formação de aderências e fibroses resultando na perda da elasticidade vaginal. Além disto, a radioterapia também leva a ausência ou diminuição da função dos ovários, que reduz a produção de estrógeno, intensificando ainda mais estas alterações. A soma da deficiência estrogênica, mais a lesão na mucosa leva a disfunção sexual, conhecida como dispareunia (dor durante o intercurso sexual) e a dificuldade em realizar os exames ginecológicos que são indispensáveis para o controle destas mulheres.

Os fatores que predispõe o desenvolvimento da estenose vaginal são: local da doença (colo do útero, endométrio, ovário, vulva ou vagina), estadiamento da doença, acometimento vaginal, tratamento recebido, tipo e dose da radiação e idade da paciente.

O tratamento indicado para a estenose vaginal é a fisioterapia pélvica que tem como objetivo manter a função sexual e facilitar o exame ginecológico para que a paciente consiga realiza-lo sem dor. É indicado que se inicie logo após o término da radioterapia e/ou braquiterapia, prevenindo o fechamento do canal vaginal, melhorando o alongamento e as aderências. Para isto utiliza os seguintes recursos: massagem perineal, dilatadores vaginais, Kegel, cones vaginais e orientações específicas. Os dilatadores vaginais devem ser usados por 6 meses.

Quanto antes se iniciar o tratamento fisiotepêutico melhor o resultado.

Se você está fazendo radioterapia e/ou braquiterapia converse com o seu médico sobre o início da fisioterapia pélvica o mais rápido possível e procure um fisioterapeuta especializado.

Sou Meg Martins, Fisioterapeuta Especializada em Saúde da Mulher e integrante da ComTato. Agende sua avaliação!


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19/02/2018 Fisioterapia0

Vamos refletir…

Você compra um automóvel super equipado, com excelente motor, mas não dá a manutenção correta…

Acaba de fazer um clareamento odontológico, mas continua ingerindo alimentos  de coloração forte e se esquece de escovar os dentes logo em seguida…

Tem um lindo cabelo, mas deixa a hidratação e cuidados diários para depois…

Faz uma lipoaspiração, está com a cintura finíssima, mas não reeduca sua alimentação…

Fez um tratamento facial para manchas e linhas de expressão, mas não usa o protetor solar adequadamente…

Não precisa ser mecânico, dentista, cabeleireiro, cirurgião plástico, dermatologista para saber que todo esforço mencionado acima irá por água abaixo pelo simples fato de você não dar prosseguimento nos cuidados diários.

Tão importante quanto a prevenção é a reeducação e readaptação do modo de vida pós tratamento fisioterapêutico. Muitas vezes, o paciente tem um excelente resultado durante as sessões de fisioterapia, RPG, osteopatia, mas simplesmente abandona a atividade física pós alta. Infelizmente, as pessoas ainda não têm consciência que músculos, articulações e ossos precisam de cuidados diários para se manter fortes e saudáveis, bem como nosso cabelo, unhas, pele, dentes.

No geral, um bom profissional de fisioterapia vai orientar o seu paciente quanto às modificações necessárias no dia a dia para melhorar a qualidade de vida. Adaptações posturais, ergonômicas, calçados, bolsas, colchão precisam ser avaliadas e colocadas em prática. Não adianta deixar as orientações entrarem por um ouvido e saírem por outro.

O fisioterapeuta também pode e deve orientar seu paciente quanto a atividade física ideal. Particularmente, costumo tentar unir uma atividade física condizente com as necessidades e condições do meu paciente e que também seja prazerosa para ele. Não adianta sugerir um esporte que a pessoa não goste, pois rapidamente ela vai abandonar a atividade. No entanto, o paciente também deve dar-se a oportunidade de tentar gostar de alguma atividade física. Digo isto devido ao que ouço corriqueiramente “não gosto de nenhum exercício”. Tente tirar este estigma, esta condição já formada e cercada de preconceitos. Muitos esportes que a primeira vista parecem ser muito difíceis e impossível de praticar por uma determinada pessoa nos surpreendem. Existem inúmeras possibilidades, que se adaptam a cada pessoa de acordo com seu perfil. Se dê a oportunidade de conhecer e quem sabe se apaixonar.

Em nossas discussões em equipe, todos os profissionais ressaltam esta dificuldade. A nutricionista passa a dieta, mas o paciente não segue. A psicóloga  solicita mais participação, mas o paciente se fecha, a fisioterapeuta orienta solicita que retire os tapetes da casa, mas eles permanecem lá. Poderia citar aqui vários exemplos, mas o que nós da ComTato gostaríamos de ressaltar é que muitas vezes o controle está em nossas mãos, mas simplesmente ignoramos. Vamos mudar esta história e tornar o rumo da nossa saúde muito mais fácil, prático e condizente.

Núbia Oliveira-Fisioterapeuta parceira da ComTato

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09/02/2018 Fisioterapia0

Olá pessoal!

Hoje vamos falar um pouco sobre o uso do oxigênio domiciliar.

Algumas pessoas, decorrente a doenças pulmonares necessitam da utilização de oxigênio domiciliar. Doenças como enfisema pulmonar, fibrose, graves deformidades torácica, entre outros, podem apresentar um quadro denominado hipoxemia, que é a baixa oxigenação no corpo.

O oxigênio é uma necessidade de todos os seres humanos, a sua deficiência impede que o corpo funcione adequadamente, causando problemas gerais na saúde como falta de ar, baixa resistência a atividades diárias e atividades físicas, dificuldade no raciocínio, até mesmo lesões neurológicas.

Para impedir os problemas causados pela falta de oxigênio indica-se o uso de oxigênio complementar. Este deve ser prescrito pelo médico, após uma avaliação clínica dos sintomas apresentados e laboratorial. O exame laboratorial indicado é a gasometria arterial, esta deve apresentar o PaO2 (pressão parcial de oxigênio) de 80 a 100mmHg, porém nesses pacientes a PaO2 apresentam menor ou igual a 55mmHg.

Outra forma importante de acompanhar a oxigenação é através de um dispositivo portátil e de fácil acesso, inclusive ao paciente que é o oxímetro de pulso, que você coloca em qualquer dedo e faz a leitura da capacidade de oxigênio transportado no sangue.

Figura 1. Exemplo de oximetro de pulso

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A saturação normal é de 89% a 100%, valores abaixo indicam necessidade do uso de oxigênio. Outro dado oferecido pelo oximetro é a frequência cardíaca (FC). Esse dado é importante pelo quadro geral do paciente e a normalidade dele é de no mínimo 60bpm (batimentos por minuto) até 110 bpm.

Assim o médico define se uso será continuo, por necessidade ou apenas durante a noite.

O oxigênio complementar pode ser ofertado por bala de oxigênio ou concentrador. A bala tem um limite e deve ser trocada com a empresa que se aluga constantemente e o concentrador é um aparelho que necessita de energia elétrica para ofertar este oxigênio.

A quantidade varia de acordo com o quadro do paciente, podendo ser de 1l/min até 15/lmin, depende da saturação ou da PaO2.

Figura 2. Exemplo de bala de oxigênio

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Figura 3. Exemplo de concentrador de oxigênio

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Paciente com necessidade de aumento frequente da oferta de oxigênio ou que necessitam de fluxo maior que 5l/min deve comunicar ao seu médico com frequência, pois o uso excessivo pode fazer mal invés de ajudar o paciente.

Dica importante: se o oximetro não estiver captando a quantidade de oxigênio circulante no corpo, confira se o paciente está com os dedos frios, úmidos e unhas com esmaltes escuros. Então aqueça os dedos e tire os esmaltes, se mesmo assim não conseguir, tente nos dedos dos pés ou nos lóbulos das orelhas. Se ainda não conseguir, consulte o médico.

Anelise Dias de Paula, fisioterapeuta integrante da ComTato, Especializada em Fisioterapia Cardiorrespiratória.

 


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05/02/2018 Fisioterapia0

O paciente que foi acometido pela Paralisia Facial Periférica (PFP) deve ser acompanhado por uma equipe interdisciplinar que abrange médico, fisioterapeuta e fonodiólogo. Em muitos casos, há a necessidade do acompanhamento psicológico. Como é uma disfunção que acomete a face, grande parte destas pessoas sentem-se envergonhadas e com baixa autoestima.

Após o paciente perceber a paralisia, ele deve procurar assistência das áreas médicas de otorrinolaringologia ou neurologia e oftalmologia para ser avaliado e prescrevem a medicação necessária. Comumente é prescrito corticóides, antivirais (ainda discutível o uso), além dos cuidados oculares que são uma das prioridades do tratamento, pois a manutenção do olho aberto pode levar a lesões graves na córnea. Assim, prescreve-se um colírio lubrificante tópico durante o dia e ao dormir, enquanto não houver capacidade de oclusão total da pálpebra, devem-se orientar pomada lubrificante ocular e curativo oclusivo.

Em seguida deve-se iniciar o tratamento fisioterapêutico e fonodiaulogia o mais rápido possível. O fonodiólogo atua no reestabelecimento da fala e da expressão facial.

Geralmente, os pacientes com PFP chegam aos consultórios cheios de dúvidas, inseguros e com medo de se manterem com a face paralisada. As perguntas mais frequentes são:

Por que aconteceu a paralisia?

A PFP acomete todas as idades, cerca de 50% desta população a causa é desconhecida e em segundo lugar é causada por traumas como consequência de fratura dos ossos da face. Outros fatores como viroses, hipertensão arterial, diabetes mellitus, gravidez e puerpério são apontadas como condições associadas.

A PFP se caracteriza pela interrupção parcial ou total, temporária ou não do nervo facial em qualquer ponto do seu trajeto. Esta lesão leva a paralisia completa ou parcial da mímica facial e pode estar associada a distúrbios da gustação, salivação e lacrimejamento, hiperacusia, hipoestesia no canal auditivo externo e alteração da sensibilidade.

Há possibilidade de recuperação total da face? Em quanto tempo?

O grau de recuperação da função do nervo facial depende do tipo de lesão, da causa, nutrição do nervo, comprometimento neuromuscular e se o tratamento instituído foi adequado. O tempo pode varia de semanas há 2 anos. Existem estudos que dizem que há recuperação da função até 4 anos após o acometimento.

O exame mais indicado para definir o grau de lesão do nervo é a eletroneuromiografia, porém no caso de paralisia periférica de causa desconhecida ainda é controverso. Geralmente, se solicita quando o resultado do tratamento fisioterapêutico se encontra muito lento ou não está obtendo resposta. Este exame tem como vantagem ser um teste objetivo das respostas obtidas eletricamente no nervo, comparado ao lado não afetado.

Como a fisioterapia pode ajudar?

O tratamento fisioterapêutico é indispensável, deve ser adequado a cada paciente e apresenta ótimos resultados, pois atua através da neuroplasticidade. Os principais objetivos são reestabelecer o trofismo, a força e a função muscular por meio de técnicas específicas como massagem orofacial, cinesioterpia, mímicas faciais, dessesnsibilização, crioterapia e termoterapia. Ainda na literatura é muito discutível o uso da eletroterapia, já que não há estudos que confirmem seus benefícios.

Se não houver melhora com a fisioterapia o que devo fazer?

Se o paciente não obtiver resposta com o tratamento fisioterapêutico, a primeira indicação será a realização do exame de eletroneuromiografia para definir o grau da lesão do nervo e posteriormente, se necessário, ressonância magnética para descartar outras possíveis causas da PFP. E aí sim recomendar a cirurgia.

Sou Meg Martins, Fisioterapeuta integrante da ComTato. Ligue e agende sua avaliação!



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