Depoimento sobre Dispareunia – Anônimo

01/12/2017 0

Meu nome é, bem, meu nome não importa nesse momento, até por que falar de algo tão íntimo, e que envolve outras pessoas requer muita discrição…Bem,tenho 33 anos, sou casada há 2 anos e 9 meses, e quero compartilhar da minha experiência a fim de encorajar outras muheres que vivem situação semelhante a procurarem ajuda e se tratarem a fim de ter uma vida plena sexualmente.Não, não que a vida será um mar de rosas, e o sexo será sempre ardente e cheio de paixão, porém, conhecer a si e desfrutar de uma intimidade com seu parceiro sem pudores ou restrições é algo que transforma a nossa vida para melhor…isso eu garanto!!!

Bem, me casei virgem aos 30 anos(quase 31, casei semanas antes do meu aniversário), e sim em pleno 2013 eu havia escolhido me casar assim. Sou protestante convicta, e desde sempre frequento a igreja. A família da minha mãe é toda protestante desde há muitos anos, e fomos sempre criados nesses preceitos. Como é de se esperar, eu cresci e aprendi que o sexo é para depois do casamento, e que é maravilhoso, desde que o seja no âmbito do casamento, fora isso é pecado. Até aí tudo bem, nunca tive conflito com relação a isso, eu entendia que chegaria o momento certo e queria me preservar para isso, achava (e acho ainda) importante pois isso era uma convicção pessoal. Pois bem, então eu namorei algumas vezes, alguns namoros duraram muito outros foram bem rápido e em 2012 conheci meu marido.Nós dois havíamos tido relacionamento anteriores muito longos, tínhamos sofrido muito e queríamos algo sólido e duradouro. E tudo foi rápido, com 3 meses de namoro marcamos a data do casamento, e começamos os preparativos, e após 1 ano e 7 meses de namoro casamos!!

No dia da noite de núpcias eu estava exausta e só queria dormir(rsrsrs).Logo viajamos para lua de mel, e eu super ansiosa com a noite de sexo…Pois bem, que coisa difícil para mim!Fiquei tensa, senti meu corpo enrijecendo, e como é de se imaginar, doeu muito e prazer zero!!Ah, só para constar que meu marido já tinha bastante experiência, eu que era a “novata”, bem nervosa, cheia de expectativas e com medo(eu ouvi demais e várias vezes que as primeiras relações doíam muito, e eu realmente acreditei nisso e não me permiti desfrutar do que poderia ter sido bom!). Continuando, na lua de mel transamos várias vezes e para mim era sempre doloroso, mas até então pensei “Normal, vai passar! No começo é assim”.E meu marido sempre com paciência(ele teve demais!!)…tadinho!!!(rsrs)

Para resumir, ficamos nessa até 1 ano e 8 meses, quando, após pesquisarmos muito na internet, chegamos à conclusão que havia algum problema sério. Meu marido foi meu grande incentivador e partiu dele procurarmos ajuda, isso só nos aproximou mais e nos fez mais cúmplices. Então nessas procuras em blogs sobre vaginismo encontramos o contato da Meg, e foi meu marido quem ligou para saber tudo e marcar a consulta. E graças a Deus por isso, pois mudou minha vida, aliás, as nossas vidas!!!O tratamento com a Meg foi maravilhoso, profissional séria e comprometida, uma pessoa boa e gentil, que me diagnosticou com DISPAREUNIA (é a dor na penetração). Vejam bem, eu conseguia ter relação sexual completa, com penetração e tudo, porém, além da dor não sentia prazer no ato da penetração.

E assim, ao longo de alguns meses as coisas foram melhorando, mudando, fui me descobrindo, me permitindo e meu casamento ficou ainda melhor. O tratamento é tão interessante e só fez fortalecer meu relacionamento com meu marido. Além da Meg, eu fazia terapia com uma psicóloga indicada por ela,que também é maravilhosa, e que me ajudou a descobrir e encarar alguns fatos passados que atrapalhavam meu presente.

Hoje, após meses do tratamento eu me sinto mais à vontade para falar sobre isso, e não imagino qual o número real de mulheres que sofrem assim como eu sofri, e não conseguem ou podem partilhar com ninguém essa situação. Ah, e a melhor novidade é que hoje estou grávida de 4 meses(ebaaa!!!!!).

Agradeço a Deus por ter conhecido a Meg e a terapeuta, e principalmente por Ele ter me dado um companheiro tão amigo, paciente, encorajador e decidido a me ver feliz e realizada!!

Como dia minha mãe “problema a gente encara, arregaça as mangas e enfrenta”. E é isso mesmo, às vezes dá medo, muito medo, mas podem certeza que vale a pena.Procure ajuda profissional, você encontrará pessoas sérias e comprometidas.


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