Como a fisioterapia pode ajudar na Endometriose?

16/03/2018 0
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Primeiramente precisamos conhecer um pouco mais sobre a Endometriose…

A endometriose é uma das doenças ginecológicas mais estudadas na atualidade, no entanto muito aspectos relacionados com diagnóstico e tratamento permanecem sem esclarecimento. Ainda é considerada com uma doença misteriosa, tanto em relação a sua causa como as suas consequências mais marcantes como a dor e a infertilidade. A população mais afetada são mulheres jovens e no auge da vida produtiva, acredita-se que 10% delas.

A endometriose é uma doença caracterizada pela presença de células endometriais fora do útero. Na época da menstruação estas células sangram em locais indevidos, levando a processos inflamatórios e consequentemente cicatrização e aderência entre os órgãos. E são estas consequências que são as responsáveis por grande parte dos sintomas da doença.

Sua causa não é definida. Em quase todas as mulheres durante a menstruação ocorre um refluxo das células endometriais através das trompas, o sistema imunológico reconhece como corpo estranho e destrói estas células. No caso das mulheres com endometriose, acredita-se que o sistema imune falha e permite a implementação destas células endometriais e assim se inicia a doença. No entanto, ainda existem outras teorias, mas que continuam obscuras.

Os sintomas mais comuns são cólica menstrual severa durante a menstruação aumentando a cada ciclo menstrual, dor pélvica crônica que piora na fase pré-menstrual e incapacidade funcional (para realizar as atividades do dia-a-dia) devido dor intensa, dor durante a relação sexual, infertilidade, aumento do número de evacuações durante o período menstrual e com a progressão da doença, sangramento ao evacuar, aumento da sensação de querer evacuar e dificuldade para evacuar, dor ao urinar, urgência para urinar, dor na região lombar e desconforto abdominal. Com o agravamento do quadro, as dores podem se tornar acíclicas, ou seja, fora do ciclo menstrual.

Apesar de não haver cura para esta doença, os sintomas podem ser diminuídos e até mesmo controlados através de tratamentos medicamentosos como pílulas anticoncepcionais, uso oral ou injetável de progesterona, DIU e bloqueadores de estrógeno. O tratamento cirúrgico é indicado nos casos das mulheres que não apresentam alívio após seis meses do uso das medicações e/ou para reduzir aderências e remover todos os focos endometriais.

A mulher com endometriose deve ser acompanhada por uma equipe interdisciplinar com uma abordagem integral. Além do acompanhamento médico e psicológico, encontra-se o fisioterapêutico que tem como objetivo minimizar a dor através da elevação da liberação de endorfinas com exercícios direcionados, relaxar a musculatura da pelve, trabalhar posturas antálgicas (postura adotada com o intuito de reduzir a dor), ajudar a lidar com a dor, desfazer o ciclo “tensão-dor-tensão”, melhorar a função urinária, fecal e sexual, prevenir incapacidades e restaurar as funções desejadas pela paciente através de várias técnicas e recursos.

A fisioterapia não tem poder curativo no tratamento na endometriose, no entanto, pode minimizar os sinais e sintomas apresentados, melhorando sua qualidade de vida.

Sou Meg Martins, Fisioterapeuta especializada em Saúde da Mulher.

Se você apresenta estes sintomas, ligue e agenda sua avaliação! Ainda contamos com a Psicóloga Jussara Capanema Bahia, que pode nos auxiliar sempre que necessário.


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