Oxigênio domiciliar

09/02/2018 0
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Olá pessoal!

Hoje vamos falar um pouco sobre o uso do oxigênio domiciliar.

Algumas pessoas, decorrente a doenças pulmonares necessitam da utilização de oxigênio domiciliar. Doenças como enfisema pulmonar, fibrose, graves deformidades torácica, entre outros, podem apresentar um quadro denominado hipoxemia, que é a baixa oxigenação no corpo.

O oxigênio é uma necessidade de todos os seres humanos, a sua deficiência impede que o corpo funcione adequadamente, causando problemas gerais na saúde como falta de ar, baixa resistência a atividades diárias e atividades físicas, dificuldade no raciocínio, até mesmo lesões neurológicas.

Para impedir os problemas causados pela falta de oxigênio indica-se o uso de oxigênio complementar. Este deve ser prescrito pelo médico, após uma avaliação clínica dos sintomas apresentados e laboratorial. O exame laboratorial indicado é a gasometria arterial, esta deve apresentar o PaO2 (pressão parcial de oxigênio) de 80 a 100mmHg, porém nesses pacientes a PaO2 apresentam menor ou igual a 55mmHg.

Outra forma importante de acompanhar a oxigenação é através de um dispositivo portátil e de fácil acesso, inclusive ao paciente que é o oxímetro de pulso, que você coloca em qualquer dedo e faz a leitura da capacidade de oxigênio transportado no sangue.

Figura 1. Exemplo de oximetro de pulso

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A saturação normal é de 89% a 100%, valores abaixo indicam necessidade do uso de oxigênio. Outro dado oferecido pelo oximetro é a frequência cardíaca (FC). Esse dado é importante pelo quadro geral do paciente e a normalidade dele é de no mínimo 60bpm (batimentos por minuto) até 110 bpm.

Assim o médico define se uso será continuo, por necessidade ou apenas durante a noite.

O oxigênio complementar pode ser ofertado por bala de oxigênio ou concentrador. A bala tem um limite e deve ser trocada com a empresa que se aluga constantemente e o concentrador é um aparelho que necessita de energia elétrica para ofertar este oxigênio.

A quantidade varia de acordo com o quadro do paciente, podendo ser de 1l/min até 15/lmin, depende da saturação ou da PaO2.

Figura 2. Exemplo de bala de oxigênio

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Figura 3. Exemplo de concentrador de oxigênio

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Paciente com necessidade de aumento frequente da oferta de oxigênio ou que necessitam de fluxo maior que 5l/min deve comunicar ao seu médico com frequência, pois o uso excessivo pode fazer mal invés de ajudar o paciente.

Dica importante: se o oximetro não estiver captando a quantidade de oxigênio circulante no corpo, confira se o paciente está com os dedos frios, úmidos e unhas com esmaltes escuros. Então aqueça os dedos e tire os esmaltes, se mesmo assim não conseguir, tente nos dedos dos pés ou nos lóbulos das orelhas. Se ainda não conseguir, consulte o médico.

Anelise Dias de Paula, fisioterapeuta integrante da ComTato, Especializada em Fisioterapia Cardiorrespiratória.

 


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