Paralisia Facial Periférica: o que fazer?

05/02/2018 0
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O paciente que foi acometido pela Paralisia Facial Periférica (PFP) deve ser acompanhado por uma equipe interdisciplinar que abrange médico, fisioterapeuta e fonodiólogo. Em muitos casos, há a necessidade do acompanhamento psicológico. Como é uma disfunção que acomete a face, grande parte destas pessoas sentem-se envergonhadas e com baixa autoestima.

Após o paciente perceber a paralisia, ele deve procurar assistência das áreas médicas de otorrinolaringologia ou neurologia e oftalmologia para ser avaliado e prescrevem a medicação necessária. Comumente é prescrito corticóides, antivirais (ainda discutível o uso), além dos cuidados oculares que são uma das prioridades do tratamento, pois a manutenção do olho aberto pode levar a lesões graves na córnea. Assim, prescreve-se um colírio lubrificante tópico durante o dia e ao dormir, enquanto não houver capacidade de oclusão total da pálpebra, devem-se orientar pomada lubrificante ocular e curativo oclusivo.

Em seguida deve-se iniciar o tratamento fisioterapêutico e fonodiaulogia o mais rápido possível. O fonodiólogo atua no reestabelecimento da fala e da expressão facial.

Geralmente, os pacientes com PFP chegam aos consultórios cheios de dúvidas, inseguros e com medo de se manterem com a face paralisada. As perguntas mais frequentes são:

Por que aconteceu a paralisia?

A PFP acomete todas as idades, cerca de 50% desta população a causa é desconhecida e em segundo lugar é causada por traumas como consequência de fratura dos ossos da face. Outros fatores como viroses, hipertensão arterial, diabetes mellitus, gravidez e puerpério são apontadas como condições associadas.

A PFP se caracteriza pela interrupção parcial ou total, temporária ou não do nervo facial em qualquer ponto do seu trajeto. Esta lesão leva a paralisia completa ou parcial da mímica facial e pode estar associada a distúrbios da gustação, salivação e lacrimejamento, hiperacusia, hipoestesia no canal auditivo externo e alteração da sensibilidade.

Há possibilidade de recuperação total da face? Em quanto tempo?

O grau de recuperação da função do nervo facial depende do tipo de lesão, da causa, nutrição do nervo, comprometimento neuromuscular e se o tratamento instituído foi adequado. O tempo pode varia de semanas há 2 anos. Existem estudos que dizem que há recuperação da função até 4 anos após o acometimento.

O exame mais indicado para definir o grau de lesão do nervo é a eletroneuromiografia, porém no caso de paralisia periférica de causa desconhecida ainda é controverso. Geralmente, se solicita quando o resultado do tratamento fisioterapêutico se encontra muito lento ou não está obtendo resposta. Este exame tem como vantagem ser um teste objetivo das respostas obtidas eletricamente no nervo, comparado ao lado não afetado.

Como a fisioterapia pode ajudar?

O tratamento fisioterapêutico é indispensável, deve ser adequado a cada paciente e apresenta ótimos resultados, pois atua através da neuroplasticidade. Os principais objetivos são reestabelecer o trofismo, a força e a função muscular por meio de técnicas específicas como massagem orofacial, cinesioterpia, mímicas faciais, dessesnsibilização, crioterapia e termoterapia. Ainda na literatura é muito discutível o uso da eletroterapia, já que não há estudos que confirmem seus benefícios.

Se não houver melhora com a fisioterapia o que devo fazer?

Se o paciente não obtiver resposta com o tratamento fisioterapêutico, a primeira indicação será a realização do exame de eletroneuromiografia para definir o grau da lesão do nervo e posteriormente, se necessário, ressonância magnética para descartar outras possíveis causas da PFP. E aí sim recomendar a cirurgia.

Sou Meg Martins, Fisioterapeuta integrante da ComTato. Ligue e agende sua avaliação!


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