Síndrome da bexiga dolorosa

25/09/2019 0
sindrome-da-bexiga-dolosa-1-1200x800.jpg

A síndrome da bexiga dolorosa (SBD) ou a cistite intersticial (CI) é definida pela Sociedade Internacional de Continência (ICS) como uma afecção que acomete a bexiga, caracterizada por dor suprapúbica acompanhada por sintomas como aumento na frequência urinária e noctúria, na ausência comprovada de infecção urinária e/ou outra afecção. É uma desordem crônica e frequentemente debilitante, encontrada mais comumente em mulheres, manifestando-se por grande variedade de sintomas irritativos, dor pélvica e dispareunia (dor na relação sexual). 

Em função de todo o processo inflamatório, a dor geralmente é mais severa quando a bexiga está repleta de urina e alivia, pelo menos parcialmente, com o esvaziamento da bexiga. Essa condição leva a uma redução importante da qualidade de vida. 

A causa precisa da SBD ainda continua obscura e grande parte dos pesquisadores acredita ser multifatorial devido principalmente à variabilidade do quadro clínico. O diagnóstico é baseado em três etapas:

  • Presença de dor pélvica crônica além de pressão, dor ou desconforto na bexiga e um ou mais sintomas como urgência urinário, aumento frequência miccional, noctúria e/ou baixo volume miccional. Com presença ou não de dispreunia e dor na vagina;
  • Exclusão de outras patologias como carcinoma de bexiga, doenças infecciosas (infecção urinária, chlamydia trachomatis, micoplasma, herpes vírus, HPV), prolapsos, endometriose, candidíase vaginal, divertículo, câncer ginecológico, retenção urinária, dor relacionada ao nervo pudendo ou à musculatura do assoalho pélvico;
  • Classificação do tipo de SBD: clássica ou ulcerada e não-ulcerada, através do exame de cistoscopia

O tratamento visa o alívio dos sintomas, melhora da qualidade de vida e minimizar ou previnir efeitos adversos e complicações. Não existe um tratamento curativo específico, a doença é potencialmente crônica. Então, inicialmente, a paciente é orientada em relação ao diagnóstico, manejo e prognóstico da doença. Em seguida é indicado os tratamentos que se baseiam em:

  • Melhora dos hábitos alimentares, comportamento miccional e manejo do estresse
  • Fisioterapia pélvica e/ou Osteopatia
  • Medicamentos de uso oral

A fisioterapia tem papel importante no tratamento da SBD, com melhora nos sintomas, visto que são utilizadas técnicas minimamente invasivas e com baixos efeitos colaterais. Como mais de 70% dos pacientes apresentam disfunção do assoalho pélvico, podem ser beneficiados com diversas modalidades fisioterapêuticas, principalmente com trabalho manual, terapia comportamental, treino para a melhora da funcionalidade lombopélvica e do assoalho pélvico. Assim, o objetivo da fisioterapia pélvica e da osteopatia é a eliminação de fatores musculoesqueléticos que contribuem para a dor pélvica, tais como o alinhamento postural incorreto, espasmos musculares, pontos gatilho e inflamações no tecido conjuntivo. Dessa forma, o tratamento fisioterapêutico visa à normalização do tônus muscular, à reeducação de músculos internos (assoalho pélvico) e externos para serem utilizados de forma adequada, à educação de padrões de movimento eficiente e à facilitação do retorno dos pacientes para a atividade funcional. Além do tratamento e ou prevenção de alterações associadas como, por exemplo, a perda de urina e a dor na relação sexual.

Dúvidas? Entre em contato com e converse com a profissional!


Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *



Cíclica - Sexualidade Funcional

Contato

Segunda - Sexta 07:00-20:00Sábado - 07:00-13:00(31) 3044-3099
(31)9 9764-9963
Belo Horizonte - MGAtendemos em BH.

Newsletter

Cíclica. Todos os direitos reservados.

WhatsApp chat