Disfunções miccionais e anorretais

Fisioterapia: Incontinência Fecal Feminina

Incontinencia fecal

Fisioterapia: Incontinência Fecal Feminina

Incontinência fecal é a perda involuntária de matérias sólidas, líquidas, pastosas e/ou gasosas. Este escape pode acontecer em situações de esforço, de urgência evacuatória ou de forma insensível.

Ela pode ser causa de grande desconforto e constrangimento, abalando a autoconfiança, interferindo negativamente na qualidade de vida, com alterações emocionais que  levam a perda de seu potencial de desenvolvimento físico e mental, e ao isolamento familiar e social. Se manifesta com mais frequência em mulheres do que em homens.

Há muita dificuldade para o paciente expressar seus sintomas e, com frequência, afastam-se do convívio social e do relacionamento com o parceiro. Atinge cerca de 15% das mulheres acima de 50 anos, mais de 3% das mulheres que tiveram partos vaginais (temporária ou permanente) e 5% da população em geral. Esses números se elevam com o aumento da idade (acima de 65 anos). Além disso, 51% dos pacientes com diarreia crônica têm incontinência fecal, no entanto apenas a metade desses pacientes possuem coragem de verbalizar o problema.

Os fatores de risco para a incontinência fecal feminina são: tabagismo, índice de massa corporal elevado, diarreia, síndrome do intestino irritável, colecistectomia (retirada cirúrgica da vesícula biliar), retocele (prolapso do reto) e incontinência urinária com urgência.

Geralmente as disfunções anorretais estão associadas a alguma alteração muscular ou tecidual da região anorretal, e por isso a fisioterapia é uma das opções de tratamento mais eficazes.

A fisioterapia pélvica na incontinência fecal atua na melhora da funcionalidade da musculatura do assoalho pélvico (localizada na região inferior da pelve) através de exercícios realizados ativamente pelo paciente e/ou associado com alguns recursos de acordo com a necessidade de cada um como a eletroestimulação, biofeedback, associado a orientações sobre a reeducação evacuatória, ingesta adequada, terapia comportamental e consciência corporal.

No entanto, para determinar o tratamento adequado é necessário indentificar onde está o problema, se é na percepção das fezes, no armazenamento delas ou na sua evacuação, por isto a importância de um profissional especializado. Assim, o tratamento fisioterapêutico será mais eficaz, melhorando os sinais e sintomas apresentados e a qualidade de vida.

Poder contar com o tratamento osteopático será de grande valia em muitos casos. Quando nosso organismo não está em harmonia, ele dá sinais claros que algo não vai bem. A incontinência fecal pode ser consequência de desordens abdominais e pélvicas antigas. Quando a intervenção é conjunta (osteopatia + fisioterapia pélvica), o tratamento enriquece e torna-se mais ágil e eficiente.



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