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Fisioterapia: Espinha Bífida

Fisioterapia: Espinha Bífida

Crianças com espinha bífida são muito inteligentes mas apresentam restrições sensitivas e motoras no nível da lesão medular. A fisioterapia será ricamente implementada quando a família e a criança passam a considerar o tratamento como arma primordial para vencer as dificuldades encontradas ao longo da sua vida. Vantajosamente, esta aceitação e este espírito de superação são mais facilmente adquiridos quando o atendimento é feito na sua própria casa, devido à maior identificação da criança ao ambiente familiar. Ligue para a ComTato e agende a avaliação da sua criança.

 

 

O que é a espinha bífida?

É uma má formação congênita, que ocorre geralmente nas primeiras semanas de gestação. É caracterizada pelo fechamento incompleto do tubo neural, ou seja, algumas vértebras que recobrem a medula espinhal não são totalmente formadas, permanecendo abertas e sem se fundirem. Dependendo do tamanho desta abertura, a medula pode se projetar para fora dos ossos vertebrais, formando uma protuberância mole, ficando sem proteção. Isto é denominado como espinha bífida posterior e pode ocorrer em qualquer vértebra do corpo, apesar de ser mais comum na região lombossacra.

A Espinha Bífida é dividida em alguns tipos: Espinha bífida oculta é a forma menos grave, encontra-se de 10 a 20% da população. As vértebras se encontram um pouco abertas, mas não o suficiente para a projeção da medula. Muitas pessoas com este tipo, muitas vezes nem sabem que apresentam espinha bífida e são diagnosticadas por um acaso através de um exame de imagem.

Meningocele é a forma menos comum de espinha bífida, as vértebras se desenvolvem normalmente, não há comprometimento da medula, mas as estruturas que protegem a medula espinhal são forçadas nas lacunas entre as vértebras.

Estes indivíduos não estão susceptíveis a sofrer problemas de saúde a longo prazo. Mielomeningocele é o tipo que resulta em complicações mais graves, pois permite que a medula se projete pela abertura juntamente com as suas estruturas protetoras formando uma bolsa, pois a pele não recobre a região. Isto acarreta problemas neurológicos no bebê, porque não ocorre a transmissão dos impulsos nervosos.

Sinais e Sintomas

Alteração da pele na região da espinha bífida, dor e fraqueza nas pernas, paralisia, dormência nas pernas, anormalidades ortopédicas (pé torto, luxação do quadril, escoliose, rigidez e dores na coluna), problemas na continência urinária e intestinal, constipação intestinal, infecção do trato urinário de repetição e função renal prejudicada, irritação na pele, principalmente ao látex e movimento ocular anormal.

Além disto, pode apresentar anormalidades como Síndrome de Arnold-Chiari (deslocamento do cerebelo), hidrocefalia, desenvolvimento anormal do corpo caloso (altera a comunicação entre os dois hemisférios), substância branca desorganizada, córtex mais espesso na região frontal, mais fino posteriormente com deslocamento dos neurônios. No período escolar pode apresentar dificuldade em planejar, organizar e iniciar atividades, déficit de atenção, má coordenação motora, dificuldade do aprendizado, entre outros.

Causas da espinha bífida

As causas não são bem definidas, acredita-se que envolve genética ou problemas maternos durante a gestação como a deficiência de ácido fólico, deficiência nutricional de zinco, diabetes materna ou uso de álcool ou drogas ilícitas durante os 3 primeiros meses de gravidez.

Consequências

Comprometimento da motricidade e sensibilidade no nível que está a lesão, Síndrome de Arnold-Chiari, hidrocefalia (aumento do tamanho da cabeça devido ao acúmulo de líquido), entre outros. Não há cura ainda para os danos causados pela espinha bífida. Mas minimizar estes danos no tecido nervoso e para prevenir infecções, é indicada a cirurgia para fechamento da abertura na região posterior da coluna. No entanto, se o diagnóstico é realizado ainda durante a gestação é indicado a realização da cirurgia ainda no feto.

Como a fisioterapia pode ajudar no tratamento da espinha bífida?

A criança com espinha bífida deve ser acompanhada por uma equipe multidisciplinar. Dentro desta equipe encontra-se o fisioterapeuta que inicialmente deve orientar os pais quanto a maneira de manejar, posicionar, brincar, a realizar os exercícios em casa e no dia-a-dia da criança e observar atentamente o quadro neurológico da mesma. Em seguida inicia-se a intervenção fisioterapêutica com o intuito de minimizar e evitar deformidades musculares e ósseas, contraturas, atrofia, estimular os sentidos da criança, treinamento para as atividades diárias em casa e na escola, dentre outros.

Quando esta criança iniciar o caminhar deve-se ficar atendo ao posicionamento, pois se estiver de forma inadequada, pode levar a contraturas. É de suma importância que seja acompanhado por um profissional especializado.

Número de sessões de fisioterapia domiciliar

Quanto antes inicie o tratamento fisioterapêutico, menores as chances de frustrações da criança no seu desenvolvimento e mais claro ficará para os pais as reais possibilidades do seu filho

 


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