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Fisioterapia: Microcefalia

Fisioterapia: Microcefalia

Crianças com microcefalia são caracterizadas por apresentar a cabeça em tamanho menor do que o normal para sua idade e sexo. E pode estar presente ou não o retardo mental. O tratamento fisioterapêutico vai ajudar a minimizar as consequências e, portanto, as sessões devem ser avaliadas e acompanhadas pelos pais de perto, daí a importância do atendimento em casa, personalizado e interativo com o profissional. Ligue para a ComTato e agende a avaliação da sua criança.

 

 

O que é microcefalia?

A microcefalia não é uma doença e sim uma condição neurológica em que o bebê nasce com o tamanho da cabeça menor que o normal para idade e sexo, podendo alterar o seu desenvolvimento neuropsicomotor se não for de causa hereditária. A redução da caixa craniana leva ao menor crescimento do cérebro, acarretando o déficit intelectual.

Segundo o Ministério da Saúde é considerado microcefalia quando o bebê apresenta o perímetro cefálico igual ou inferior a 32cm. O diagnóstico pode ser feito durante a gestação, nos pré-natais, através do ultrassom morfológico e após o nascimento através da medição do tamanho da cabeça da criança (perímetro cefálico), exames de ressonância magnética e tomografia computadorizada podem ser realizados para indicar o grau de comprometimento cerebral. O tratamento depende da causa primária e não há cura. É possível realizar a cirurgia até os dois primeiros meses de vida, para separar os ossos do crânio para evitar a compressão que ele exerce no cérebro.

É de suma importância em caso de alterações neuropsicomotores, iniciar precocemente os tratamentos conservadores/suporte, como fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicólogo, nutricionista, entre outros, com o intuito de auxiliar no desenvolvimento infantil e melhorar a qualidade de vida.

Sinais e Sintomas

Os sinais e sintomas dependem da localização e do tamanho das lesões cerebrais e do perímetro cefálico, ou seja, quanto menor o cérebro, maior o comprometimento da criança. Além disso, a microcefalia pode se apresentar associada a outros problemas de saúde como paralisia cerebral, epilepsia, déficits de visão e audição, retardo no desenvolvimento cognitivo, motor e fala. Assim, o sinais e sintomas encontrados são: perímetro cefálico menor ou igual a 32 cm, déficit intelectual significativo, atraso no desenvolvimento motor e de linguagem normal para idade, dificuldade de coordenação e equilíbrio, convulsões, hiperatividade, menor estatura (nanismo), epilepsia, entre outros.

Causas

As causas da microcefalia pode ser congênita, adquirida ou desenvolver-se nos primeiros anos de vida.

Congênita: consumo abusivo de álcool e/ou exposição a drogas (medicamentos e drogas ilícitas) durante a gestação, desnutrição grave durante a gestação, diabetes maternal descontrolada, hipotireoidismo materno, HIV materno, insuficiência placentária e outros fatores associados à restrição fetal e pré-eclâmpsia, anomalias genéticas, exposição à radiação de bombas atômicas, infecções durante a gestação (rubéola, citomegalovírus, toxoplasmose, vírus da Zika, este ainda em estudos).

Peri-natal: complicações no parto levando a hipoxemia do bebê.

Pós-natais:, má-formação do metabolismo, infecções intracranianas (encefalite e meningite), intoxicação por cobre, hipotiroidismo infantil, anemia crônica infantil, traumas (como AVC), insuficiência renal crônica.

Consequências

A consequência da microcefalia é uma Encefalopatia Crônica Não Progressiva, popularmente conhecida como Paralisia Cerebral (visite a nossa página sobre paralisia cerebral).

A relação da Microcefalia com o Zika Vírus

Recentemente, divulgado pelo Ministério da Saúde, houve um aumento assustador do número de casos suspeitos e confirmados de crianças com microcefalia como decorrência da transmissão pelo Zika Vírus (transmitido por meio da picada do mosquito Aedes Aegypti) da mãe para o bebê durante a gestação. Esta relação foi reconhecida e anunciada pelo governo brasileiro (novembro/2015), quando o vírus foi identificado em amostras de sangue e tecidos de um bebê com microcefalia e também no líquido amniótico de duas gestantes.

Além disto, ainda foram encontrados vermelhidão na pele durante o primeiro trimestre de gravidez em grande parte das mulheres que tiveram bebês com microcefalia. Este vírus tem a capacidade de atravessar a barreira placentária e parece ter uma preferência pelo sistema nervoso do feto que está em formação. Dependendo do momento em que este vírus atinge o sistema nervoso, ele poderá atuar impedindo a migração neuronal e dificultando o desenvolvimento do encéfalo. Então, o bebê acaba chegando ao momento do nascimento com o cérebro ainda pouco formado, apresentando muitas vezes uma lisencefalia (poucos sulcos e giros), além de outros achados como áreas de calcificações e hidrocefalia (visite a nossa página sobre hidrocefalia).

Hoje, as evidências deixam claro o vínculo entre o vírus e a ocorrência de malformações fetais e doenças neurológicas, segundo Tom Frieden diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças Transmissíveis (CDC) dos Estados Unidos. No entanto, nem toda mulher que foi infectada pelo Zika durante a gravidez, terá um bebê com microcefalia.

O melhor tratamento é a prevenção, então evite os possíveis criadouros do mosquito, não deixe água acumuladas em recipientes e vasos de plantas e use repelentes adequados diariamente, várias vezes por dia.

Como a fisioterapia pode ajudar?

A arma mais importante neste momento é a informação, pois os familiares precisam compreender que estas crianças precisam de apoio, cuidados especiais e de um acompanhamento sistemático com uma equipe multidisciplinar para iniciar um acompanhamento adequado do desenvolvimento motor e intelectual destes bebês. Assim, destaca-se a fisioterapia que iniciará com uma avaliação fisioterapêutica adequada para identificar as reais necessidades atuais e futuras deles, através protocolos padronizados de avaliação.

No entanto, não se pode generalizar quanto a gravidade do quadro motor destas crianças com microcefalia, pois cada criança é individualizada e pode apresentar quadros clínicos diferentes que variam também de acordo com a faixa etária. Por isto a importância de uma profissional capacitado. Após traçar os objetivos de tratamento, o fisioterapeuta define os recursos a serem utilizados e atua na prevenção, desenvolvimento motor normal adequado para a idade, flexibilidade e fortalecimento, psicomotricidade, treino de equilíbrio e coordenação, reeducação postural, treino de marcha, entre outras.

Número de sessões de fisioterapia domiciliar

O número de sessões irá variar de acordo com o quadro da criança, das conseqüências e quão precoce iniciou-se o tratamento.

 


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