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Fisioterapia: Trabalho de Parto

Fisioterapia: Trabalho de Parto

Trabalho de parto é um momento de muitas dúvidas e medos nas gestantes, mesmo nas mulheres que não são mamães de primeira viagem. Muitos destes questionamentos vêm devido à falta de conhecimento sobre este período. Diante disso, a fisioterapia se torna uma aliada, pois além de levar informações, deixa o trabalho de parto mais tranquilo, podendo até diminuir o tempo de duração do mesmo.

 

 

Fisioterapia no trabalho de parto

No Brasil, se sabe que o modelo de assistência obstétrica é caracterizado pelo auto grau de medicalização e pelo abuso de práticas invasivas, o que faz com que a mulher seja uma mera expectadora a mercê de uma equipe de saúde. Por isto, o preparo da gestante para o trabalho de parto é um fator fundamental para assistência humanizada já que a auxilia a ser a personagem principal durante o nascimento de seu filho. Este papel de protagonista proporciona a vivência do processo do parto, no qual a mulher apresenta percepção física das mudanças e compreensão de cada processo, reduzindo a ansiedade e a dor e promovendo o prazer.

De quantas semanas nasce o bebê?

O trabalho de parto de um bebê a termo (normal) ocorre entre 37 e 42 semanas, que é o tempo necessário para o desenvolvimento do mesmo.

Como saber que está em trabalho de parto?

Determinar à hora correta de ir à maternidade é uma das principais dúvidas ao final da gestação.

A partir de certo tempo de gravidez, geralmente no 2º trimestre, a gestante começa a sentir as contrações uterinas (“barriga dura”), porém sem dor, mas pode ser associada há algum desconforto. Estas são contrações indispensáveis para o crescimento do feto. Já no final da gestação, a “barriga dura” pode estar associada a uma cólica (tipo menstrual) que vai até as costas. Este é um sinal de alerta para você observar se essas contrações estão acontecendo muitas ou poucas vezes. Portanto, quando apresentar de 2 a 3 “barrigas duras” a cada 10 minutos, é hora de ir para o hospital, você está em trabalho de parto.

Outro sinal de trabalho de parto é o rompimento da bolsa, que pode ser observado de duas maneiras: a saída do líquido amniótico em gotas que molham a calcinha ou escorrendo pela perna em grande quantidade. Se um desses casos acontecerem, está na hora de ir para a maternidade, você está em trabalho de parto. Cuidado para não confundir o líquido amniótico com urina, basta cheirar a calcinha, pois o cheiro e a coloração são diferentes.

O aviso que o trabalho de parto pode está bem próximo é a perda do tampão mucoso (semelhante a um pequeno sangramento), eliminado à medida que o colo se dilata. Este tampão mucoso pode sair até uma semana antes do trabalho de parto propriamente dito, porém você deve avisar o médico.

É importante ressaltar que não é necessária a presença dos três sinais citados acima para a gestante entrar em trabalho de parto, apenas um é o suficiente. Além disso, os sinais variam de acordo com cada mulher e diferem a cada gestação.

Como a fisioterapia pode ajudar?

No momento do trabalho de parto, a fisioterapia realiza um trabalho importante, a fim de torná-lo mais tranquilo, pois permite uma adequação corporal através do relaxamento e respiração, com o intuito de auxiliar a parturiente no controle das sensações decorrentes das contrações e também na realização da força produtiva adequada do período expulsivo, colaborando e participando efetivamente do nascimento de seu filho. Assim, visa o alívio da dor, diminuição da fadiga e redução do tempo de duração do trabalho de parto. Através da conscientização, respiração, eletroestimulação (não farmacológica e não invasiva), banhos de imersão, deambulação, alteração de decúbito, massagens, exercícios de mobilização pélvica.

Segundo o estudo realizado pela fisioterapeuta Eliane Bio no Hospital Universitário da USP, o atendimento fisioterápico no trabalho de parto promoveu a redução do número de cesáreas, e os exercícios diminuíram a dor e a duração do trabalho de parto de 11 para 5 horas.

Atendimento personalizado no trabalho de parto

Caso o hospital não tenha uma fisioterapeuta para auxiliar as gestantes no trabalho de parto é necessário a autorização do mesmo e da equipe médica para que a profissional fisioterapeuta de sua confiança faça parte desse momento tão especial em sua vida. Sendo o acompanhamento durante todo o período do trabalho de parto. Além disso, você pode solicitar no conforto de sua casa uma palestra sobre trabalho de parto e amamentação.

É preciso fazer fisioterapia para o parto normal?

Realizar a fisioterapia durante a gestação não aumenta a chance de ter parto normal, pois são vários fatores que determinam o tipo de parto, mas seguramente apresenta maiores possibilidades de participar ativamente do nascimento do seu filho.

Toda mulher apresenta instinto para parir e seu corpo sabe exatamente como fazer isto. No entanto, a fisioterapia auxilia a mulher a se conectar aos seus processos fisiológicos, pois na atualidade, sempre que se fala sobre a hora do parto, a mulher associa ao medo do parto normal, medo da dor, medo do imprevisível, medo da perda de controle, medo de não serem capazes. Assim acabam solicitando a analgesia precoce, impossibilitando de perceber as contrações efetivamente e fazer força para o bebê sair, pois não entendem como podem participar ou não lhes foi dada a oportunidade.

“Preparar-se para o parto não é aprender a parir. É aprender a perceber seu próprio corpo para se conectar a ele com mais facilidade. É despertar suas inúmeras possibilidades. Resgatar sua força, seu instinto. (Sabrina Baracho)” É ser protagonista do nascimento de seu filho.


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