Fisioterapia Pré-natal

Fisioterapia pélvica e Osteopatia: Preparação para o parto

Prepraçao para o parto

Fisioterapia pélvica e Osteopatia: Preparação para o parto

No Brasil, se sabe que o modelo de assistência obstétrica é caracterizado pelo auto grau de medicalização e pelo abuso de práticas invasivas, o que faz com que a mulher seja uma mera expectadora a mercê de uma equipe de saúde.

Por isto, o preparo da gestante para o trabalho de parto e parto é um fator fundamental para assistência humanizada já que a auxilia a ser a personagem principal durante o nascimento de seu filho. Este papel de protagonista proporciona a vivência do processo do parto, no qual a mulher apresenta percepção física das mudanças e compreensão de cada processo, reduzindo a ansiedade e a dor e promovendo o prazer.

E neste processo de preparo inclui-se o assoalho pélvico, que é um conjunto de órgãos (bexiga, útero e reto), músculos, ligamentos e fáscias que recobrem a parte inferior da pelve. O ideal é que ele se inicie antes da gestação, perpetue durante toda a gravidez e o pós-parto. Mas muitas mulheres por desconhecimento e falta de informação dos profissionais de saúde acabam não procurando ou somente procurando a fisioterapia pélvica no final da gestação.

O acompanhamento especificamente para preparação para o parto deve ser iniciado a partir de 34 semanas de gestação, no qual será realizada uma avaliação para determinar a funcionalidade do assoalho pélvico. Na 35 semana inicia-se a massagem perineal para alongar a musculatura e tentar prevenir lesões. Já com 37 semanas iniciamos o treino de coordenação para expulsão e para melhorar a conscientização e a percepção corporal do período expulsivo durante o parto, facilitando a saída do bebê. Este treinamento se torna importante, pois sabe-se que muitas mulheres tem dificuldade no período expulsivo.

Lembrando que, segundo a Sociedade Internacional de Continência toda gestante deveria realizar treinamento dos músculos do assoalho pélvico, independente da via de parto, já que a gestação é muito mais prejudicial para o períneo do que o tipo de parto.

Outro fato interessante é como o funcionamento do corpo é interligado! Gestantes que realizam sessões de osteopatia tratam questões relacionadas diretamente ao abdômen (viscerais e articulares), mas também mobilizam estruturas longes da pelve. Um bom exemplo é a ligação que a região cervical alta e da articulação têmporo mandibular (ATM) tem com o sacro. O sacro é um osso extremamente relevante durante o parto. Juntamente com os ossos ilíacos (da bacia) ele realiza movimentos para a descida e posicionamento do bebê durante o parto (nutação e contra-nutação). Alterações no crânio, cervical e ATM podem prejudicar substancialmente os movimentos da pelve, sendo assim, focar o tratamento somente na pelve talvez não seja suficiente para garantir uma boa mobilidade durante o parto. 

Infelizmente, assim como a fisioterapia pélvica, muitos médicos só indicam a osteopatia em uma gestação já avançada, depois que alguns problemas já apareceram, mas pense como disponibilizar um acompanhamento interdisciplinar pode prevenir tais problemas e facilitar uma gestação sem intercorrências.



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