Nutrição na Cirurgia Bariátrica

A obesidade é uma doença multifatorial, ou seja, inclui fatores genéticos, psicológicos, metabólicos, psicossociais, nutricionais, culturais e outros, caracterizada pelo acúmulo excessivo de tecido adiposo e classificada pelo Índice de Massa Corporal (IMC). O acúmulo ocorre como resultado de diversas interações, que incluem aspectos nutricionais, genéticos, ambientais e comportamentais e se caracteriza por um desequilíbrio energético em longo prazo, proporcionando por um estilo de vida sedentário e/ou consumo calórico excessivo.

A presença da obesidade é considerada um fator de risco para várias doenças graves, como doença arterial coronariana, hipertensão arterial, diabetes do tipo װ, doença pulmonar obstrutiva, osteoartrites e certos tipos de câncer, influenciando desta forma a qualidade de vida e longevidade do indivíduo, além de representar um valor estético negativo. Ela pode ser a causa de sofrimento, depressão e de comportamento de esquiva social, que prejudicam a qualidade de vida.

Diferentes estratégias têm sido empregadas para o tratamento da obesidade. A primeira opção para se livrar do excesso de peso é o chamado tratamento clínico, incluindo restrição calórica (dietas), mudanças de comportamento, atividade física e uso de medicamentos. Essas intervenções têm como objetivo conscientizar o paciente da necessidade de trocar o sedentarismo e a má alimentação por hábitos de vida mais saudáveis que contemplem atividade física e dieta balanceada.
Nos casos em que a obesidade grave traz prejuízos à saúde e o tratamento clínico se mostra ineficaz, o tratamento cirúrgico deve ser considerado. O método é conhecido como cirurgia da obesidade ou cirurgia bariátrica. Existem várias técnicas cirúrgicas disponíveis e cabe ao médico apresentá-los ao paciente e recomendar o mais apropriado e seguro.
A técnica cirúrgica é considerada a ferramenta mais eficaz no tratamento da obesidade. Entretanto, pacientes submetidos à cirurgia bariátrica apresentam maior risco de desenvolver deficiências nutricionais pela limitação na ingestão e absorção de diferentes nutrientes, devido as alterações anatômicas e fisiológicas que prejudicam as vias de absorção e/ou ingestão alimentar, sendo essas alterações as responsáveis por colocar todo o procedimento cirúrgico em risco.

Garantir a perda de peso de maneira saudável é um desafio que exige dedicação e comprometimento do paciente, aliadas à atuação do nutricionista.

A cirurgia bariátrica não finaliza o tratamento da obesidade. É o início de um período de mudanças de comportamento, de hábitos alimentares e de exercícios físicos, monitoradas regularmente por uma equipe multidisciplinar, objetivando, além da prevenção das carências nutricionais, o sucesso duradouro da terapêutica escolhida. Lembre-se sempre que a cirurgia bariátrica é apenas o primeiro passo para superar a condição da obesidade.

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